Nosso futuro é ancestral: a arte da convivência do Quilombo Mesquita integrada ao bioma Cerrado

Autores

Palavras-chave:

Práticas ancestrais, Territorialidade, Cosmologias afro-confluentes, Resiliência comunitária, Transição ecológica, Justiça socioambiental

Resumo

Aprender com os quilombolas e povos originários é condição essencial à sobrevivência humana diante da exploração desenfreada da terra, da água, do ar e dos seres vivos. Com seis dos nove limites planetários já ultrapassados, torna-se urgente substituir a lógica de acumulação de capital pelas dinâmicas que regem o sistema Terra. Este artigo tem como objetivo apresentar um panorama do Quilombo Mesquita, no bioma Cerrado, a partir de levantamentos, visitas in loco e entrevistas que abordam o imaginário, os modos de vida e os conhecimentos relacionados à gestão de água, energia e alimentos, sob a perspectiva de estudantes pesquisadores do Ensino de Jovens e Adultos em situação de rua da Escola Meninos e Meninas do Parque (EMMP). A análise da sustentabilidade da comunidade e de seu sistema produtivo baseou-se nos dez princípios da Agroecologia, na abordagem Nexus (água, energia e alimento) e nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. Os mecanismos de resistência e perenidade do Quilombo Mesquita estão ancorados nos laços comunitários fortes e na relação simbiótica com a terra. A abertura de possibilidades para pesquisa, troca de saberes e confluências entre quilombolas e estudantes em situação de rua proporcionou o desenvolvimento de habilidades como trabalho em equipe, cooperação, fortalecimento da autoestima e construção de relações sociais mais solidárias, resistentes, pacíficas e prazerosas. A visualização do imaginário contracolonial quilombola operando no mundo real agregou mudanças de perspectivas sobre a necessidade humana de cooperação, união, amizade e luta pelo direito ao acesso à terra.

Biografia do Autor

Ana Raquel de Mesquita Garcia, Universidade de Brasília - UnB

Doutoranda em Ciências Ambientais pela Universidade de Brasília – UnB, mestre em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA, especialista em Estratégias de Conservação da Natureza pelo Instituto Federal do Mato Grosso do Sul – IFMS, licenciada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Brasília - UniCEUB e educadora temporária na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEEDF. Contato: narraque@gmail.com

 

LATTES: http://lattes.cnpq.br/4505840264626442

Bruno de Queiroz Costa, Universidade de Brasília - UnB

Mestrando em Educação Física pela Universidade de Brasília – UnB, especialista em Ensino e Treinamento do Futsal pela Faculdade SOGIPA, licenciado e bacharel em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília, e educador na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEEDF. Contato: brunoqueirozc@gmail.com

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6996970599743056

Eder de Souza Martins, Embrapa Cerrados – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa

Doutorado, mestrado e graduação em Geologia pela Universidade de Brasília – UnB e pesquisador da Embrapa Cerrados – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Planaltina – Brasília – DF. Contato: eder.martins@embrapa.br

ORCID: https://orcid.org/0000-0003-2881-683X

LATTES: http://lattes.cnpq.br/8160265101709215

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Publicado

2025-12-19