Racismo estrutural do Brasil: eugenia e higienização governamental e as narrativas racistas na sociedade civil

Autores

  • Samuel Cesar Machado Secretaria de Educação do Distrito Federal
  • Adeir Ferreira Alves Secretaria de Educação do Distrito Federal

Palavras-chave:

racismo estrutural, eugenia, higienismo, narrativas

Resumo

Quando o assunto em pauta é racismo estrutural atribui-se muito ao histórico da escravidão negra responsabilidades fundantes deste modelo de violência contra a negritude no Brasil. Quando os debatedores do senso comum avançam um pouco mais na discussão fala-se de alguns opressores (senhores-de-engenho e bandeirantes) como sendo os responsáveis diretos pelo escravismo. Com efeito, não existindo mais tais opressores, passa-se a ideia de que no presente tais crimes não mais operam e nem acarretam severas consequências. Neste artigo apresentamos dois pilares principais do racismo estrutural: o primeiro é o discurso do senso comum - em que buscamos compreender filosoficamente como a sociedade civil constrói sua narrativa e como prolifera o racismo cultural; e o segundo pilar é a junção da eugenia com a higienização no Brasil - sobre o qual fazemos um levantamento histórico-bibliográfico para compreendermos de que modo o racismo estrutural foi politicamente arquitetado e executado pelo Estado - através do próprio Poder Público, da educação, da ciência e da medicina. Por este artigo objetivamos qualificar as discussões sobre o racismo estrutural, especialmente no que diz respeito às políticas públicas afirmativas como reparação das graves violências contra os negros e negras no passado e no presente, bem como garantir direitos para negros e negras no futuro. 

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Publicado

2023-07-03