Sobre memórias palestinas: A metade vazia: memórias de corpos e fronteiras, de Sarah Aziza
DOI:
https://doi.org/10.66375/rcc.v13i1.2295Palavras-chave:
Palestina, Memórias, Nakba, Ghourba, ExílioResumo
No livro A metade vazia: memórias de corpos fronteiras, a escritora e jornalista Sarah Aziza narra as suas memórias, concentrando-se em sua luta contra a anorexia. Na exposição dos sintomas da enfermidade, ela nunca perde de vista as referências sociais mais amplas, sobretudo com respeito à sua ascendência palestina, com tudo o que isso significa de sofrimento e despossessão, mas também de resistência e dignidade. A obra compõe-se de duas partes, “Silêncio” e “Linguagem”. Ambas se estruturam por meio de uma ambiguidade sutil e consistente: na primeira, o silêncio nas relações pessoais e familiares, a que se associa o reconhecimento dos limites das palavras; na segunda, a busca de expressar o sofrimento pessoal e coletivo, ao mesmo tempo em que se resiste ao uso meramente instrumental da linguagem. No plano formal, distingue-se a fusão de gêneros com orientação interdisciplinar, o que oferece aos leitores perspectivas amplas e generosas de reflexão.







