Ciência, gênero e sexualidade: 65 anos de silêncios e vozes na educação pública do Distrito Federal
DOI:
https://doi.org/10.66375/rcc.v13i1.2175Palavras-chave:
Educação sexual, Violência de gênero, Feminismo, Ensino de Ciências, Políticas educacionais, Equidade de gêneroResumo
Este trabalho analisa os 65 anos da Rede Pública de Ensino do Distrito Federal, destacando a urgência de integrar a educação sexual e as perspectivas femininas ao ensino de Ciências como estratégia de enfrentamento à violência de gênero, especialmente a violência sexual contra crianças e adolescentes. A pesquisa, de natureza teórica, apoia-se em revisão bibliográfica, análise documental e no referencial de autoras como bell hooks, Nancy Fraser e Joan Scott, além de legislações distritais e nacionais. O texto argumenta que a violência de gênero é estrutural e historicamente silenciada nos currículos escolares, sendo fundamental romper com esse apagamento por meio de uma pedagogia crítica e emancipatória. O artigo apresenta avanços legais, como as Leis Distritais nº 5.806/2017 e 6.367/2019, e ações da SEEDF, como a Semana Maria da Penha nas Escolas e o programa Maria da Penha Vai à Escola, que buscam fomentar o debate sobre gênero e direitos humanos no ambiente escolar. Além disso, destaca o papel da formação continuada promovida pela EAPE para qualificar os profissionais da educação no enfrentamento às desigualdades de gênero, raça e sexualidade. Conclui-se que, para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva e democrática, é imprescindível que a educação sexual crítica e o feminismo estejam presentes nos currículos e na formação docente, contribuindo para a conscientização dos estudantes e para a construção de uma cultura de paz, equidade e respeito à diversidade.







